quinta-feira, 18 de novembro de 2010

3 de julho (Uma história ironicamente real)

“Não é o momento de ficarmos juntos. Mas eu te amo”. Foi à última vez que eu o vi. Depois de tanto tempo eu ainda sentia muitas coisas que depois foram saindo, saindo, saindo, até quando eu me dei conta: Faz um tempo que não penso nele. Pra quê? A última vez que nos falamos (pelo telefone) ele falou: “Eu te amo muito, muito, muito. Estou me sentindo com 14 anos de idade. Só você me faz sentir isso.” Meu coração estava acelerado e estava de noite, acho que meus olhos deviam estar brilhando mais que uma estrela. Passavam da meia-noite e eu me senti nas nuvens, mas não demonstrei tudo isso. Não sei bem se eu deveria me arrepender disso, tenho essa dúvida até hoje, mas na hora tudo é mais intenso.
   Fui dormir com um sorriso no rosto, era uma noite estrelada, bonita e mesmo se estivesse chovendo “horrores” seria a noite mais perfeita. Foi exatamente 1 semana de ilusão, de magia, de sonhos, 7 dias que eu jamais irei esquecer. Eu falava com ele todos os dias e a saudade ia aumentando cada dia mais e mais. Eu só falava dele, só pensava nele. Fiquei meio durona dizendo que não iria me machucar se não fosse verdade, porque no fundo eu sabia, eu sabia que o pior dia da minha vida chegaria. Como falei, na hora, tudo é mais intenso.
   Foi na segunda-feira, eu estava sentindo alguma coisa, até na forma que ele escrevia no Messenger. A primeira frase dele fez as primeiras lágrimas, daquela noite, cair dos meus olhos como uma cachoeira, forte, descia como se estivessem arrancando novamente meu coração e o quebrando diante dos meus olhos. O que doía mais era saber que eu sabia que cedo ou tarde aquilo aconteceria, mas eu não acreditava. Aquele dia foi um total desperdício de maquiagem. Não conseguia parar de chorar e eu que achava que não havia mais lágrimas em mim. Desidratei de tanto chorar, não conseguia me despedir e deixar tudo pra trás. Poderia ser a última vez que eu falaria com ele. Então, tomei coragem e saí. No dia seguinte, o exclui de tudo, tomando coragem e achando que seria fácil excluí-lo também da minha vida. Fácil nunca foi. Não preciso nem contar as inúmeras vezes que tentei parar de pensar nele, mas alguém já lhe disse que quanto mais você não quer pensar na pessoa, você já está pensando nela?
   Acho que se passaram uns dois dias até que o vi online. Assustei-me, pois havia o excluído. Corri para falar com minha amiga Sophie, eu não sabia o que fazer, até que perguntei: “O que você está fazendo aqui no MSN?”
   Ele assustado, respondeu:
   -Você me excluiu?
   -Sim, eu não conseguiria vê-lo online com nomes de suas namoradas em seu subnick. Seria uma tortura pra mim. –Disse eu com lágrimas nos olhos
   -Eu odeio ter que concordar com isso, mas acho que é o melhor pra você.
   “Não era o melhor pra mim, estar longe. Eu queria poder tê-lo como amigo, eu o queria de qualquer forma.” Mas não sei de onde tirei tanta força e essa foi à última vez que falei com ele.

4 comentários:

  1. Que bom que desta vez tu tivestes força para falar com ele querida, a partir de agora cabeça para frente ok?
    Gostei tanto de su blog que deixei um selinho lá para ti.
    Um grande abraço

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  2. oi to te seguindo ta? pode dar uma olhada no meu tb?

    bjo0o

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  3. (Acabei de desenterrar o meu Blog) Cara, você vai mesmo postar tudo aqui? *-*
    Beijão

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