Apenas palavras, de dias afora, de sentimentos aleatórios, de buscas interessantes. Voar de um polo para o outro sem pedir autorização e sem regras. Apenas um ato liberal. Escritos, descritos, achados e perdidos. A liberdade me anceia e eu anceio-a mais ainda.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Deslike
Eu não gosto de provar nada para ninguém. É questão de ego.
Eu faço, eu sou, eu posso. Se não acredita, o que eu posso fazer?
Eu não gosto das pessoas me ameaçando, dizendo o que devo ou não fazer, pelo simples fato de: "você está sendo vigiada."
É um saco!
Eu odeio ser ignorada, mas odeio ainda mais o fato da instabilidade e problemas dos outros serem descontados em mim.
"Que raios eu tenho a ver com a droga da sua vida?"
Eu não gosto dessa pressão que a vida faz sobre determinadas situações que eu não sei como sair.
Eu não gosto, em hipótese alguma, de ser comparada as pessoas que na mente de outras são melhores que eu.
Eu sei que não! Mas como a cabeça da gente fica ao ouvir isso um milhão de vezes?
Eu odeio pessoas insensíveis, não empáticas e grossas.
"Isso não é bipolaridade, isso é falta de paciência, não por eu ter pavio curto, mas porque meu tanque está na reserva."
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
É tempo que não volta mais.
Hoje estás tão longe. Longe mesmo. É tempo que não volta mais. É um tempo que eu mesmo criei. É um mundo que sempre imaginei e nunca ninguém soube. Pedi muito para voltar e todas as vezes que voltou pedi internamente para ficar. Você nunca viu, nunca ficou.
Hoje lembrei da saudade que insistia sempre em bater, hoje não me atinge mais, embora eu lembre com carinho do sorriso, do jeito, de como eu cresci. É tempo que não volta mais. É tempo que nunca veio e teimo em pensar, as vezes.
Hoje lembrei da saudade que insistia sempre em bater, hoje não me atinge mais, embora eu lembre com carinho do sorriso, do jeito, de como eu cresci. É tempo que não volta mais. É tempo que nunca veio e teimo em pensar, as vezes.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Antes do dia 16 de Março
"ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranquila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego.
Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte.
Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!"
"ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!"
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Cafona mesmo foi ontem
Dizem que a trilha sonora do amor é cafona. Pois que seja. A rádio sintonizada naquele quarto era uma cafonice. A sua respiração era cafona. Aquele frio era cafona. Quem se importa em ser cafona? Tudo que se sentia era o corpo quente, em uma penumbra verde e o seu rosto. Para que maquiagem? Cafona é o amor que se exalava, é o perfume da sua saliva, é o quadro dos seus olhos. Era meu mundo misturado com teu mundo. Era uma vontade de nunca se acabar. Era uma vontade de abraço, de beijo. Sem comida, sem água, sem banheiro. Sem calma, sem pressa! Suas pálpebras imóveis e meus lábios secos. Amor, com coração apertado, com coração acelerado, sem nada em mente, de tudo e todo ali. Com café e leite, por favor? Pois sou cafona. Somos cafonas. É o sentir imensurável. Só mais um pouco. Um pouquinho desse calor que teu corpo deixou. Um pouquinho mais de beijo. Toca-se o teto, com uma dança sorridente. É inocência sem experiência e com toda sapiência que se confunde com o que há de mais cafona. Sem cinema, sem ver pessoas, só o teu braço em minhas costas e o seu carinho com o meu carinho. E os cafonas continuam se querendo, se amando e sendo felizes. Somente os cafonas. Eu e você. Você para mim e eu para você. Sem longe, sem ar, sem hora, sem porta batendo, sem gritos alheios e sem mais nada que possa separar sua vida da minha.
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