E eu talvez não esteja onde eu gostaria de estar e possivelmente estou me deixando mais confusa que o normal. Voltando para uma casa que não é minha e pertencendo a um lugar que não é meu, o convívio é um convite para a liberdade. É muito fácil ter tudo nas mãos, mas se rebaixar para poder viver talvez seja indigno de tal forma. Chorar nunca resolve nada, porém mostra o desespero que as vezes me toma. Um momento não é igual ao outro e nada se pode fazer. Apenas esperar o tempo passar e aguardar o que ele nos têm. Não encontro-me parada, apenas não estou bem o suficiente para dizer que felicidade, agora, é algo tão bom. Dois pontos distintos formam uma reta, mas essa é uma corda bamba, que beira um precipício. Acima de mim o céu tão azul e embaixo uma cama que repouso, meu próprio buraco. É tudo muito diferente. Nada é seu! Acostume-se com ligações tranquilas e noites confusas. Com a paz ao abrir a porta e o chão empoeirado. Nada de gritos, mas sujeita a machucados na própria pele. Cheiros e gostos estranhos ao seus sentidos e serenidade ao longo do período de afastamento.
Apenas palavras, de dias afora, de sentimentos aleatórios, de buscas interessantes. Voar de um polo para o outro sem pedir autorização e sem regras. Apenas um ato liberal. Escritos, descritos, achados e perdidos. A liberdade me anceia e eu anceio-a mais ainda.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Intelectual?
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Falta de controle
"Emoção (ou qualquer tipo de sentimento), que traidora você me saiu!
Me desmente assim na frente de todos,
Me faz tomar atitudes ridículas
que eu sempre detestei e neguei e nem sei."
Me desmente assim na frente de todos,
Me faz tomar atitudes ridículas
que eu sempre detestei e neguei e nem sei."
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