Apenas palavras, de dias afora, de sentimentos aleatórios, de buscas interessantes. Voar de um polo para o outro sem pedir autorização e sem regras. Apenas um ato liberal. Escritos, descritos, achados e perdidos. A liberdade me anceia e eu anceio-a mais ainda.
terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Vida que não tem cordão umbilical
É que tenho me sentido triste, sem estar. Sozinha, sem estar. Com o coração apertado, sem estar.
Existe um buraco bastante florido em mim, que me adorna de uma singeleza que não há, de um perfume agradável, que não tem. É um frio, no calor da minha alma. É o escutar e não ouvir. Não contente, me machuca mais um pouco. Calada e tão distante. Ambas parecem não se importar. É um não estar, sem saudades, mas estando mesmo assim ligado em algumas palavras não ditas. Será que volto? É um morrer todo dia de tanto chorar sem lágrimas. É ignorar e pedir que nunca chegue o dia que ressurja. Tão complicado e o fugir gera tanta quietude. Chega a assustar, querendo sua cama, sua vida e tendo que voltar todos os dias para uma cama desconhecida. Dói a alma de querer que passe a fase, que entre em casa e só veja retratos e coisas suas. É a vida caminhando chia de livros e uma vontade imensa de que chegue logo, mas que seja proveitoso e demorado cada minuto que decorre até chegar. É um ser meio transparente, meu eu displicente. Sorrindo a alma de uma parte que todos matam e morrem e eu apenas deixei de lado, por apenas achar que sou forte. Não sou forte, estou fraca de ser forte. Estou cheia de fraquezas fortes, fortalezas de afastamento. É um não ter o que falar. Calar-me num assunto que todos têm uma opinião. Seu pai, sua mãe. Quem? Ter e não ter e estar cheia de vontade de recomeçar, reconstruir e no momento chorar. Nada é meu e o que é meu é tão pequeno. É um querer fugir, já tendo fugido. Fugir de quê? Do desespero, da tristeza e da solidão que as vezes me sonda ao derredor, mesmo achando que são coisas normais da mente, é sentimento, é pele e arrepio.
Quero colo.
Existe um buraco bastante florido em mim, que me adorna de uma singeleza que não há, de um perfume agradável, que não tem. É um frio, no calor da minha alma. É o escutar e não ouvir. Não contente, me machuca mais um pouco. Calada e tão distante. Ambas parecem não se importar. É um não estar, sem saudades, mas estando mesmo assim ligado em algumas palavras não ditas. Será que volto? É um morrer todo dia de tanto chorar sem lágrimas. É ignorar e pedir que nunca chegue o dia que ressurja. Tão complicado e o fugir gera tanta quietude. Chega a assustar, querendo sua cama, sua vida e tendo que voltar todos os dias para uma cama desconhecida. Dói a alma de querer que passe a fase, que entre em casa e só veja retratos e coisas suas. É a vida caminhando chia de livros e uma vontade imensa de que chegue logo, mas que seja proveitoso e demorado cada minuto que decorre até chegar. É um ser meio transparente, meu eu displicente. Sorrindo a alma de uma parte que todos matam e morrem e eu apenas deixei de lado, por apenas achar que sou forte. Não sou forte, estou fraca de ser forte. Estou cheia de fraquezas fortes, fortalezas de afastamento. É um não ter o que falar. Calar-me num assunto que todos têm uma opinião. Seu pai, sua mãe. Quem? Ter e não ter e estar cheia de vontade de recomeçar, reconstruir e no momento chorar. Nada é meu e o que é meu é tão pequeno. É um querer fugir, já tendo fugido. Fugir de quê? Do desespero, da tristeza e da solidão que as vezes me sonda ao derredor, mesmo achando que são coisas normais da mente, é sentimento, é pele e arrepio.
Quero colo.
Não me ...
Não me ignore.
Não me confunda.
Não me engorde.
Não me sacuda.
Não me acorde.
Não me toque.
Não me ire.
Não me obrigue.
Não me detenha.
Não me suspenda.
Não me suje.
Não me acuse.
Não me surja.
Não me iluda.
Não me repreenda.
Não me prenda.
Não me rebaixe.
Não me condene.
Não me seja.
Não me diga.
Não me chame.
Não me ligue.
Não me conte.
Não me siga.
Não me esqueça.
Não me tenha.
Não me esqueço.
Não me tenho.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O palco da minha vida
E eu talvez não esteja onde eu gostaria de estar e possivelmente estou me deixando mais confusa que o normal. Voltando para uma casa que não é minha e pertencendo a um lugar que não é meu, o convívio é um convite para a liberdade. É muito fácil ter tudo nas mãos, mas se rebaixar para poder viver talvez seja indigno de tal forma. Chorar nunca resolve nada, porém mostra o desespero que as vezes me toma. Um momento não é igual ao outro e nada se pode fazer. Apenas esperar o tempo passar e aguardar o que ele nos têm. Não encontro-me parada, apenas não estou bem o suficiente para dizer que felicidade, agora, é algo tão bom. Dois pontos distintos formam uma reta, mas essa é uma corda bamba, que beira um precipício. Acima de mim o céu tão azul e embaixo uma cama que repouso, meu próprio buraco. É tudo muito diferente. Nada é seu! Acostume-se com ligações tranquilas e noites confusas. Com a paz ao abrir a porta e o chão empoeirado. Nada de gritos, mas sujeita a machucados na própria pele. Cheiros e gostos estranhos ao seus sentidos e serenidade ao longo do período de afastamento.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Intelectual?
“Outra coisa que não parece ser entendida pelos outros é quando me chamam de intelectual e eu digo que não sou. De novo, não se trata de modéstia e sim de uma realidade que nem de longe me fere. Ser intelectual é usar sobretudo a inteligência, o que eu não faço: uso é a intuição, o instinto. Ser intelectual é também ter cultura, e eu sou tão má leitora que agora já sem pudor, digo que não tenho mesmo cultura. Nem sequer li as obras importantes da humanidade.
[...] Literata também não sou porque não tornei o fato de escrever livros ‘uma profissão’, nem uma ‘carreira’. Escrevi-os só quando espontaneamente me vieram, e só quando eu realmente quis. Sou uma amadora?
O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe, sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável. Sobretudo uma pessoa cujo coração bate de alegria levíssima quando consegue em uma frase dizer alguma coisa sobre a vida humana ou animal.”
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